quarta-feira, 22 de junho de 2011

EXISTE PT HISTÓRICO AINDA?

PT histórico dá adeus ao governador

09:06:46

Intelectuais, professores e profissionais liberais reclamam da conduta de Agnelo Queiroz. Ele se apequenou e a desonra prospera no Buriti; sua ação é tacanha


foto: Blog José Seabra
Um grupo que se auto-intitula PT Histórico convidou este blogueiro para uma conversa. Seus integrantes são intelectuais, professores, profissionais liberais. Reclamam da conduta de Agnelo Queiroz. Deixaram de apostar no sucesso da administração de quem venceu a disputa pelo Palácio do Buriti prometendo trilhar Um novo caminho.

Fizeram ver ao governador seu desconforto. Prometeram lavar as mãos e foram comparados a anarquistas. Decidiram reagir e abandonar um projeto político que acreditavam sério. Inconformados, preferiram sair antes que o naufrágio mate os ratos que estão a bordo da embarcação.

Essa dissidência, que tem homens e mulheres das mais diferentes facções petistas, me veio com um discurso decorado. Para justificar a debandada, se miram em Rui Barbosa. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos, o homem chega a desanimar-se da virtude, rir-se da própria honra e ter vergonha de ser honesto.

O grupo se diz sinônimo do homem a que se referiu Rui Barbosa. E condena Agnelo, por entender que o governador relega a força do direito, privilegiando o direito da força. Força a que Agnelo tem recorrido para punir quem se opõe às suas loucuras.

A conclusão a que se chega, ouvindo esses antes defensores intransigentes do petismo, é que Agnelo Queiroz apequenou-se. Ele deixou de ser um político notável para hoje se notabilizar por costuras sem ideologia.

Não há pragmatismo em seu governo. Agnelo não ouve as facções do PT, preferindo sentar-se à mesa com legendas fisiológicas que vivem ao sabor de interesses espúrios a cada eleição.  Para esses, o governador se mostra elástico. Para as suas raízes, ele prefere inseticidas que matem pragas.

Indignado, o PT Histórico cobrou de Agnelo Queiroz um projeto maior. Seus membros não aceitam que o governador insista em manter a imagem pseudo-ideológica e tacanha que tem assustado os eleitores. Mas o governador se fez de surdo.

- Ele precisa parar de brincar de fazer política", insistiram a este blogueiro em um coro uníssono, bem orquestrado. Em síntese, o que Agnelo precisa fazer urgentemente é governar com seriedade e não subir em um trampolim para pular em uma piscina vazia.

Se esta for a opção, a morte será a dele, advertem ex-correligionários do governador. Porque ninguém em sã consciência vai embarcar na mesma aventura suicida.
Fonte: Blog do José Seabra

domingo, 19 de junho de 2011

JOGA A TOALHA AGNULO!

Denúncias contra Agnelo

11:04:40

Fotos: Google Imagens
O inferno astral do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), parece não ter fim e, na semana passada, chegou ao Congresso Nacional.

O senador Demóstenes Torres (DEM) apresentou requerimento na comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, para que o governador explique a doação de R$ 300 mil que recebeu para sua campanha eleitoral da M.Brasil. No requerimento, o senador informa que, em 2009, Agnelo, então diretor da Anvisa, renovou a autorização especial para a empresa de medicamentos, o que estava vedado pela Anvisa desde 2008.


No DF, a situação de Agnelo se complica a cada dia. Além das críticas em relação à administração, que não anda, e às promessas de campanha não cumpridas, o governador enfrenta agora denúncias de corrupção. A cidade vive uma grande expectativa em relação à divulgação de um vídeo que estaria em poder do Ministério Público Federal no qual o ex-presidente do PHS Oscar Silva recebe do governador R$ 500 mil referente à compra de apoio do partido em 2011. No vídeo, Agnelo estaria acompanhado de Tadeu Felipelli (PMDB). O governador também estaria sendo investigado pela 10ª Vara da Justiça Federal por pagamento de propina durante a campanha. Em Brasília, aumentam os rumores sobre a cassação ou renúncia de Agnelo Queiroz.



Fonte: Jornal Opção

ELES ESTÃO DE VOLTA

A volta de Arruda e Paulo Octávio

14:59:10


O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda continua a mandar em Brasília. "E está mandando como poucos", afirma um político do DEM.

Arruda estaria por trás do secretário de Obras do DF, Luiz Carlos Pitiman (PMDB), uma das poucas pastas que andam no DF. Pelo menos as obras deixadas pelos governos anteriores estão sendo concluídas. Mas Arruda não estaria satisfeito com as articulações nos bastidores da política; quer voltar a cena principal e já se movimenta para disputar a eleição de 2014. Para isso, conta com dois políticos influentes no DF: o governador Agnelo Queiroz (PT), para quem pediu voto na eleição passada, e com o vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB).
Arruda foi quem articulou a saída de Joaquim Roriz (PSC) do PMDB para que ele próprio comandasse o partido, manobra que não deu certo porque o ex-governador foi flagrado pela operação da Polícia Federal que investigava pagamento de propina a empresas fornecedoras do GDF. Com a saída de Arruda no cenário político, Filippelli passou a comandar o PMDB e deve isso a Arruda, que com certeza vai cobrar. Até porque, o ex-governador tem a caixa de Pandora para ser aberta, caso não encontre receptividade entre os antigos aliados. O empresário Paulo Octávio, que era vice de Arruda, também se prepara para voltar para o cenário político em 2014 e ninguém em Brasília duvida que os dois vão se eleger. Não se sabe ainda por qual partido.
Fonte: Jornal Opção

A VERDADE SEMPRE APARECE

Petista confirma que Mercadante e Quércia chefiaram esquema aloprado

FotoSEGUNDO EXPEDITO VELOSO, A DUPLA ACIMA PAGOU POR FALSO DOSSIÊ PARA INCRIMINAR O TUCANO JOSÉ SERRA
Foto
Reportagem de Hugo Marques e Gustavo Ribeiro, na revista Veja desta semana, desvenda o caso dos aloprados do PT, cinco anos depois. Em 2006, às vésperas do primeiro turno das eleições, a Polícia Federal prendeu em um hotel de São Paulo petistas carregando uma mala com R$1,7 milhão. O dinheiro seria usado para a compra de documentos falsos que ligariam o tucano José Serra, candidato ao governo paulista, a um esquema de fraudes no Ministério da Saúde. O bancário petista Expedito Veloso,  ex-diretor do Banco do Brasil e atual secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do DF, investigado pela Polícia Federal por participar do esquema, contou tudo em relato gravado por correligionários. Procurado pela revista, Expedito confirmou o teor das conversas. Segundo a revista demonstra, o mentor e principal beneficiário da farsa foi o ex-senador e atual ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), cujo nome já havia aparecido no caso e a PF chegou a indiciá-lo por considerar que era o único beneficiado pelo esquema. Mas a acusação acabou anulada por falta de provas. O petista Expedito conta que o ministro e o PT apostavam que a estratégia de envolver Serra num escândalo lhes garantiria os votos necessários para que Mercadante conquistasse o governa de São Paulo. Ele explica ainda que a compra do dossiê foi financiada por dinheiro do caixa dois da campanha petista e ainda, de maneira inusitada, pelo então candidato do PMDB ao governo paulista, Orestes Quércia. “Os dois (Mercadante e Quércia) fizeram essa parceria, inclusive financeira”, revela o bancário. “Parte vinha do PT de São Paulo. A mais significativa que eu sei era do Quércia.” Tratava-se de um pacto. “Em caso de vitória do PT, ele (Quércia) ficaria com um naco do governo.”
BLOG DO CLAUDIO HUMBERTO

UMA IMORALIDADE COM O DINHEIRO PÚBLICO

Pressa com Copa lembra Pan. E roubo

10:12:38

Ratos miram um queijo suculento com o fim de licitações para obras. Tudo em nome do futebol e alegria dos políticos. A Fifa grita, pede mais pressa e os governantes manobram, sorrindo


Véspera de férias, a polícia costuma alertar a sociedade. Em caso de viagem, a casa deve ser mantida fechada, o cofre bem trancado, pois uma porta aberta é convite para os ladrões.

Estamos caminhando para recessos do Legislativo e do Judiciário. E antes que os fiscais do Executivo fechem seus gabinetes, vai uma sugestão: tranquem as torneiras das verbas públicas, para que a tentação do dinheiro fácil não leve a contratações intempestivas para que as obras da Copa não atrasem.

Licitações em caso de emergência são segredo de Estado, anunciou a presidente Dilma Rousseff, provocando uma reação em cadeia de diferentes segmentos da sociedade. Por que pretender justificar o impoderável sob o argumento de compromissos com a Fifa?

A presidente protagonizou uma cena que mereceu aplausos dos governadores que terão cidades-sedes da Copa. Uma reação estranha, essa, repudiada por um coro de fiscais da coisa pública.

Vozes se levantam contra a prevaricação anunciada. A mídia critica o advogado-geral da União, Luiz Adams, que solícito ao governo como uma freira na Praça de São Pedro, justifica o "segredo de Estado" proclamado pela presidente da República, afirmando que a proteção de parte das obras com o sigilo é comum em outros países.

A diferença é que no 1º Mundo não há impunidade como aqui. Lá fora a lei é cumprida, a Justiça funciona, e os cárceres também são solícitos ao acolher ladrões, sejam eles de pequenas casas de incautos viajantes, sejam eles os desprezíveis governantes que buscam o poder para tirarem a máscara e vestirem a capa de corruptos.

O que se está preparando é uma armação engenhosa contra os otários, que somos nós, o povo. Otários também seriam os ministros do Supremo Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello. Os dois soltaram o verbo. O açodamento nas contratações é inconstitucional; é o escamoteamento da coisa pública. Em síntese, é algo tão absurdo que pode ser definido como um retrocesso na lisura dos homens de bem.

O próprio presidente do Tribunal de Contas da União, Bemjamin Zymler, considera a aceleração das obras da Copa via afrouxamento das licitações uma imoralidade.

Vê-se hoje a opinião pública revoltada, a mídia contra, os organismos da sociedade em pé de guerra porque o governo, através da sua maciça maioria parlamentar, impôs à Câmara a aprovação de uma aberração legal pela qual suspeita-se que muitos ganharão muito dinheiro com o superfaturamento das obras.

Se com a Lei de Licitações já era grande a incidência de desvios do dinheiro público pelas diversas fraudes que se cometia, avalie-se o que será numa  selva sem lei, sem xerife, sem tribunal de contas e com custos sigilosos.

Tal flexibilização, avalia o jornalista Leonardo Mota Neto, será ótima para um país de gélida respeitabilidade jurídica, cívica, ética e moral como a Dinamarca.

Mas aqui, a tentação da burla será imensa, mesmo porque todas as empreiteiras estarão trabalhando dia e noite para honrar o compromisso do governo brasileiro com a Fifa, de preparar os estádios para a Copa das Confederações de 2013.

Alegar atraso e a necesssidade de aumentar o orçamento serão um ato protegido por lei. Só no Brasil a corrupção é tutelada pelas instituições.

O Senado terá mais uma vez a função nobre e histórica de travar essa ignomínia contra a imagem do Brasil.

Terá que resgatar a cidadania, de ser considerada otária, tendo que aplaudir a esperteza das empreiteiras macomunadas com flancos espertíssimos do governo.

Já se disse que o andor deve ser levado com cuidado, porque o santo é de barro. Se cair, quebrar, do seu bojo pode sair rios de dinheiro. E misturado com a água para trabalhar o cimento dos estádios, vira lama. Dinheiro sujo, portanto.

É preciso estar alerta. O fator tempo, por mais tempo que houvesse, provocou prejuízos estimados em 10 milhões de reais nas obras dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro.

O governador Agnelo Queiroz, então ministro do Esporte, sabe disso. Tanto, que está sendo processado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

E hoje ele administra uma verba bem maior. Algo em torno de 2 bilhões de reais. E, pior, sinalizando que as obras estão atrasadas.
Fonte: Blog do José Seabra

HONRA?

AGNELO QUEIROZ AGORA QUER PROCESSAR EM NOME DA “HONRA”

10:18:10

foto: Google Imagens
O governador Agnelo Queiroz (PT), cansado de não dar explicações convincentes acerca de denúncias e escândalos envolvendo sua campanha em 2010, e sua  má gestão  a frente do GDF, decidiu ir para o lado mais prático: assinou 40 procurações para um advogado e vai processar aqueles que “atacarem” a sua honra.

E ficam as perguntas: Quer dizer que falar o que acontece e mostrar o descaso do seu governo é atacar sua “honra”? E a honra dos brasilienses que acreditaram nas propostas do médico Agnelo Queiroz dos Santos Filho? E os familiares das pessoas mortas neste ano por atos inconseqüentes do seu governo, como a falta de atendimento adequado nos hospitais e  insegurança nas ruas? Que honra pode ter um governador que não governa, não lidera, não comanda,  não ouve lideranças e não apregoa a paz entre as pessoas?

O governador precisa é falar a verdade: que não sabe e não quer governar o DF, ao invés de atacar quem mostra a verdade do  seu desgoverno. Afinal, os fatos virão, querendo ele ou não. Durante a campanha foi mais fácil abafar a Operação Shaolin e outros temas. Agora, ficou complicado e ele sabe disso. Seria melhor  para Brasília, se renunciasse logo. Afinal, seu vice é quem trabalha e já mostra serviço.
Fonte: Blog do Donny Silva

RESPEITO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Vale a pena ler e refletir

14:29:59


ANÁLISE DO BRASÍLIA EM OFF
O secretário disse que fica, então está dito. Quem irá duvidar de suas afirmações? Mas, o discurso é o mesmo. Quando os petistas se sentem acuados ou são alvos de qualquer denúncia, eles sempre associam as críticas como sendo das viúvas de Roriz e Arruda ou, agora, são os "viúvos da Pandora", que os incomodam. Tenhamos Santa paciência! Dizer que os boatos são tentativas de desestabilizar o governo, é o mesmo que não acreditar no próprio governo. É possível que o GDF fique vulnerável a qualquer boato que surja? Improvável. Tudo é um joguinho de palavras para desviar a atenção da crise instalada no Buriti, depois da ascensão do secretário. O Senhor secretário tem consciência de que não está fazendo um bom governo. Ele sabe que o seu governo patina na lama preta em que se meteu. Ele sabe que o seu poder não é fruto de sua experiência administrativa, mas de sua estranha aproximação com Agnelo Queiroz. Ele tem o secretário Particular, Bolivar Rocha, como um controle-remoto do governador. Bolivar está entre Paulo Tadeu e Agnelo. Ele sabe de tudo que acontece na "rebimboca da parafuseta" palaciana. Seus ouvidos estão a serviço de seu chefe Paulo Tadeu. Para quem não tem conhecimento, Bolivar foi assessor de Tadeu na Câmara Legislativa. Foi designado, estrategicamente, para acompanhar o governador em todos os  cantos do Planeta. Não importa se é na Argentina, em São Paulo, na Europa, ou mesmo na residência oficial de Águas Claras. O homem não tem descanso. Parece que Agnelo necessita ser vigiado dia e noite, noite e dia. Um verdadeiro Chalaça nos moldes do Império Brasilieiro, guardadas, evidentemente, as devidas proporções intelectuais. Ou, quem sabe, o bruxo Ravengar da novela Que Rei Sou Eu? Paulo Tadeu sabe o que faz. Ele não é bobo e por isso atropelou petistas históricos e ocupa o cargo mais importante da administração do GDF. O governo está sob o seu controle. Ele também tem consciência que não são os blogs que tentam derrubá-lo, mas, tão somente a sua arrogância com os antigos aliados e companheiros de partido; a sua soberba; a sua imprudência, a sua ganância;  a sua prepotência; e, a sua vaidade. As viúvas da Pandora não o incomodam e muito menos incomodam o "Novo Caminho". Pois, elas são "pensionistas" do novo e velho governo do PT. Tadeu Filippelli, Oldilon Aires, Benício Tavares, Batista das Cooperativas, Coronel Dirney, Pitiman, França, Alírio Neto, César Lacerda, Olair Francisco, Agaciel Maia, Roney Nêmer, Salviano Guimarães, Tadeu Roriz, Cristiano Araújo, Sandra Madeira, Rogério Ulysses (com o assessor Alex Machado Sousa encravado na Assessoria Parlamentar do GDF) entre outros que se serviram dos governos Roriz e Arruda. Todos eles agora se servem do governo pestista, sem cerimônias. Uns às escondidas e outros na cara dura. Alguém duvida das práticas dessa turma? Um recado ao secretário Paulo Tadeu: bata muito, mas, por favor, não nos blogs e na imprensa, que um dia voce se serviu...

Matéria que gerou o comentário do Barasília em OFF:

PAULO TADEU GARANTE QUE FICA NO GDF
Marina Marquez, Jornal de Brasília
Desde que assumiu o cargo de secretário de Governo, em janeiro deste ano, Paulo Tadeu tem enfrentado seguidos boatos de que deixaria o governo de Agnelo Queiroz. Semanalmente, blogs de cobertura política local divulgam que o secretário vai deixar o cargo e a notícia se espalha, até ser desmentida pelo alto escalão do GDF. Diante da suposta existência de uma crise que levaria à sua saída, o secretário é enfático: “Todos os boatos são falsos e são tentativas de desestabilizar o governo pelos viúvos da Pandora”.

“Eu estou muito bem e muito feliz na Secretaria de Governo e, enquanto estiver feliz, fico por aqui. Até o dia que eu quiser e o governador Agnelo também quiser, não deixarei o cargo. Minha missão aqui é longa”, afirma. Paulo Tadeu atribui os boatos ao que chama de “viúvos da Pandora”, segundo ele, um grupo de empresários e pessoas ligadas ao esquema de corrupção deflagrado pela Operação Caixa de Pandora, em novembro de 2009.

Segundo ele, são pessoas que passaram “mais de 12 anos seguidos na estrutura” e não se conformam com as mudanças que estão sendo feitas. “Todas as ‘quedas‘ que tenho tido nos últimos meses coincidem com esquemas que desmontamos no governo. São pessoas que, agora que estão fora, tentam manchar a imagem do governo Agnelo, tentam criar uma instabilidade que não existe”.

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL
O secretário também atribui os boatos aos insatisfeitos na ocupação dos espaços na estrutura do GDF – sejam eles aliados ou não. “Os únicos aqui que têm cadeira cativa são o governador e o vice. Além deles, ninguém é insubstituível”, pondera. Para o secretário de Governo, muitas das críticas vêm do fato de ele ter chegado ao cargo a convite do governador. Ele reforça que não foi indicado por setores do PT e não fez qualquer movimento dentro do partido para estar onde está. “Minha indicação é do governador, esse é um cargo do Agnelo. Não é fruto
de composição política”.

Mas ele acredita que o ciúme entre os governistas vai diminuir, “assim que perceberem que há espaço para todos”. As notícias sobre a queda de Paulo Tadeu são divulgadas normalmente na quinta-feira. “Caio na quinta e ressuscito no sábado, é sempre assim”, diz ele. As “quedas” são sempre parecidas. A suposta decisão sobre a saída do secretário surge após uma reunião que ninguém confirma que existiu e que, normalmente, está ligada
ao Palácio do Planalto.

Um blog divulga, o outro copia, no microblog Twitter perfis falsos espalham e logo paira a dúvida se o secretário continuará ou não no governo. “É sempre tão parecido que nossa única reação no Buriti é rir das mentes fantasiosas que me derrubam”.

Esquemas desmantelados
Para Paulo Tadeu, as quintas-feiras escolhidas para divulgar sua “queda” têm uma ligação maior ainda aos antigos esquemas de corrupção descobertos pela Operação Caixa de Pandora e investigações do Ministério Público que, segundo ele, ainda não foram divulgadas. De acordo com ele, elas coincidem com semanas que esquemas são desmontados e dias em que ele é procurado por empresas para dar continuidade a práticas antigas na estrutura governamental.

O secretário de Governo diz que foi procurado por vários representantes de empresas – cerca de dez – que tiveram seus interesses prejudicados. “Me procuraram, eu disse ‘não’ e divulgar a minha queda é uma forma de pressionar. Algo como ‘ou se ajoelha ou sai de onde está para facilitar o esquema‘.”

“ESTRUTURA CONTAMINADA”
Segundo ele, as propostas eram semelhantes às já divulgadas pelas investigações da Polícia Federal – esquemas em que a empresa paga a mais que o valor do contrato para garantir a manutenção do serviço com ela, propostas de contratos emergenciais com valor superfaturado, entre outras.

“Toda a estrutura do GDF está contaminada. Há fraudes em todos os lugares. O que foi divulgado é só um pouco do problema que, na hora certa, os brasilienses vão conhecer”. O secretário garante que as investigações no governo estão a todo vapor e se a “queda” dele depender do fim de esquemas no GDF, ele ainda deve “cair” outras vezes.
Fonte: Jornal de Brasília


Fonte: Brasília em OFF